Perigos do TikTok: Risco Adolescente nas Redes Sociais

Os Perigos das Redes Sociais: Tendências no TikTok e Riscos para Adolescentes
As redes sociais, especialmente o TikTok, tornaram-se parte quase inevitável da vida dos jovens. No entanto, perigos sérios muitas vezes se escondem por trás de vídeos e tendências divertidos. Nos Emirados Árabes Unidos (EAU), especialistas relatam fenômenos alarmantes: as tendências do TikTok estão cada vez mais encorajando adolescentes a correrem riscos que ameaçam suas vidas. A situação é tão grave que exige a cooperação de pais, escolas e profissionais para resolver o problema.
A Influência da Curiosidade e da Pressão dos Pares
Curiosidade, pressão dos colegas e o desejo por reconhecimento social encorajam muitas crianças e adolescentes a experimentarem tendências incomuns — e, por vezes, fatais. Desafios do TikTok, como o "desmaio autoinduzido" ou tendências que promovem a automutilação, exploram a curiosidade dos jovens, potencialmente atraindo-os para situações perigosas.
Especialistas dizem que o estado de desenvolvimento cerebral dos adolescentes também contribui para esse comportamento. O córtex pré-frontal, responsável pelo controle de impulsos e avaliação de riscos, não está totalmente desenvolvido na adolescência. Isso significa que os jovens têm menos capacidade de avaliar as consequências de suas ações e são mais facilmente influenciados pela pressão dos colegas.
O Impacto Psicológico das Redes Sociais
Plataformas de redes sociais como o TikTok exploram as vulnerabilidades dos jovens. Curtidas, comentários e compartilhamentos liberam dopamina no cérebro, reforçando comportamentos e levando ao vício. Esse processo muitas vezes anula a tomada de decisões racionais e encoraja os jovens a aceitarem desafios cada vez mais perigosos.
Banimento Não é a Solução
Embora proibir as redes sociais possa parecer uma solução simples, especialistas argumentam que isso é ineficaz. Uma psiquiatra da Aster Clinic enfatiza que os pais precisam participar ativamente da vida digital de seus filhos. "Os pais precisam conversar com seus filhos, explorar o conteúdo juntos e educá-los sobre literacia digital", disse ela.
Os pais devem definir níveis de monitoramento de acordo com a idade da criança, maturidade e senso de responsabilidade. Além disso, é essencial engajar-se em um diálogo contínuo e sem julgamentos sobre experiências nas redes sociais e incentivar o pensamento crítico. As crianças precisam ser ensinadas sobre como as plataformas usam técnicas psicológicas para aumentar o engajamento dos usuários.
O Papel das Escolas
As escolas também desempenham um papel crucial na garantia da segurança digital. Elas precisam integrar cidadania digital e pensamento crítico no currículo e estabelecer canais de comunicação onde os alunos se sintam seguros para discutir conteúdo online.
A chefe da Academia Americana para Meninas destacou a importância de iniciativas lideradas por alunos para promover o bem-estar digital. "Nossos embaixadores de saúde mental estudantil lideram campanhas de conscientização sobre os riscos das redes sociais e colaboram com líderes de saúde mental em casa para ajudar estudantes mais jovens a desenvolverem fortes habilidades de cidadania digital", explicou ela.
Proteção Digital Rigorosa
As escolas estão implementando várias medidas para garantir a segurança digital. Por exemplo, a política de e-safety da Taaleem exige medidas de proteção digital rigorosas. "Todos os nossos funcionários são treinados para lidar com questões de e-safety, e os alunos devem assinar um Acordo de Uso Aceitável antes de acessar os serviços eletrônicos da escola", disse ela. A política também inclui filtro de conteúdo, medidas de privacidade e moderação digital.
A Importância de Uma Abordagem Estruturada
A diretora da Shining Star International School em Abu Dhabi enfatizou a importância de um monitoramento estruturado em vez de proibições rigorosas. "Não temos uma política específica para celulares, mas os alunos usam dispositivos da escola onde firewalls bloqueiam conteúdo não educacional. Se surgirem incidentes comportamentais, seguimos um plano de intervenção estruturado envolvendo pais e apoio de aconselhamento", explicou.
Para manter a ordem, a escola realiza verificações aleatórias. "Objetos cortantes são estritamente proibidos, e verificações em celulares são rotineiras. Em caso de qualquer incidente relatado, contactamos imediatamente os pais e fornecemos aconselhamento para a criança", acrescentou.
Programas de Autocuidado
Recentemente, a Shining Star International School introduziu um programa de "Autocuidado", com foco no bem-estar mental e nas habilidades de vida. "Nosso objetivo é equipar os alunos com estratégias apropriadas e habilidades de pensamento independente. Como graduados, eles saem como jovens adultos capazes de tomar decisões informadas", explicou ela.
Conclusão
As tendências das redes sociais e o comportamento arriscado dos adolescentes representam um desafio significativo para pais e escolas. Em vez de proibições, os especialistas se concentram no diálogo, educação e no desenvolvimento do pensamento crítico. A colaboração entre pais, escolas e alunos é essencial para fomentar uma cultura digital mais saudável e proteger os jovens dos perigos das redes sociais.